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Arquivado por April, 2012

A hipertensão arterial é um reconhecido fator de risco das doenças cardiovasculares

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos. Destes, apenas metade tem conhecimento de que tem pressão arterial elevada, apenas um quarto está medicado e apenas 16 por cento estão controlados.

Hoje sabe-se que a adopção de um estilo de vida saudável pode prevenir o aparecimento da doença e que a sua detecção e acompanhamento precoces podem reduzir o risco de incidência de doença cardiovascular.

Como se define a hipertensão arterial?

Designam-se de hipertensão arterial todas as situações em que se verificam valores de tensão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de tensão arterial sistólica superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de tensão arterial diastólica superiores a 90 mm Hg.

Com frequência, apenas um dos valores surge alterado. Quando os valores da “máxima” estão alterados, diz-se que o doente sofre de hipertensão arterial sistólica; quando apenas os valores da “mínima” se encontram elevados, o doente sofre de hipertensão arterial diastólica. A primeira é mais frequente em idades avançadas.

Quais as causas da hipertensão arterial?

Na maior parte dos casos (90 por cento), não há uma causa conhecida para a hipertensão arterial, embora em algumas situações seja possível encontrar uma doença associada que é a verdadeira causa da hipertensão arterial. Por exemplo: a apneia do sono, a doença renal crónica, o hiperaldosteronismo primário, a hipertensão renovascular, a síndroma de Cushing ou terapêutica esteróide, a feocromocitoma, a coarctação da aorta ou a doença tiroideia e paratiroideia.

A hereditariedade e a idade são dois factores a ter também em atenção. Em geral, quanto mais idosa for a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver hipertensão arterial. Cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo em que a hipertensão sistólica isolada é mais frequente.

Quais são os factores de risco?
Obesidade;
Consumo exagerado de sal e de álcool;
Sedentarismo;
Má alimentação;
Tabagismo;
Stress.

Como prevenir a hipertensão arterial?

A adopção de um estilo de vida saudável constitui a melhor forma de prevenir a ocorrência de hipertensão arterial.

Entre os hábitos de vida saudável sublinha-se a importância de:
Redução da ingestão de sal na alimentação;
Preferência por uma dieta rica em frutos, vegetais e com baixo teor de gorduras saturadas;
Prática regular de exercício físico;
Consumo moderado do álcool (um máximo de 30 ml etanol/dia nos homens e 15 ml/dia para as mulheres);
Cessação do hábito de fumar;
No caso dos indivíduos obesos é aconselhável uma redução de peso.

A ausência de quaisquer sintomas durante a fase inicial da doença faz da medição regular da tensão arterial um hábito a seguir. Todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos e os fumadores ou com história de doença cardiovascular na família, devem medir a sua pressão arterial pelo menos uma vez por ano.

Quais os sintomas que estão associados à doença?

Regra geral, nos primeiros anos, a hipertensão arterial não provoca quaisquer sintomas, à excepção de valores tensionais elevados, os quais se detectam através da medição da pressão arterial.

Em alguns casos, a hipertensão arterial pode, contudo, manifestar-se através de sinais como a ocorrência de cefaleias, tonturas ou um mal-estar vago e difuso, que são comuns a muitas outras doenças.

Com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por lesar os vasos sanguíneos e os órgãos vitais (o cérebro, o coração e os rins), provocando sintomas e sinais de alerta vários.

Como se faz o diagnóstico da doença?

O diagnóstico é feito através da medição da pressão arterial e pela verificação de que os seus níveis estão acima do limite normal. Contudo, um valor elevado isolado não é sinónimo de doença. Só é considerado hipertenso um indivíduo que tenha valores elevados em, pelo menos, três avaliações seriadas.

Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, uma vez que a pressão arterial num adulto pode variar devido a factores como o esforço físico ou o stress, sem que tal signifique que o indivíduo sofre de hipertensão arterial.

Quais as formas de tratamento?

Não há uma cura para a hipertensão arterial. Contudo, apesar de ser uma doença crónica, na maioria dos casos é controlável.

A adopção de um estilo de vida saudável proporciona geralmente uma descida significativa da pressão arterial.

A diminuição do consumo do sal reduz a pressão arterial em grande número de hipertensos.

A prática regular de exercício físico pode reduzir significativamente a pressão arterial. O exercício escolhido deve compreender movimentos cíclicos (marcha, corrida, natação ou dança são boas escolhas). Mas os hipertensos devem evitar actividades que aumentem a pressão arterial durante o esforço, como levantar pesos, por exemplo.

Se algum tempo depois de ter posto em prática estas medidas não tiver registado uma descida adequada da pressão arterial, torna-se necessário recorrer ao tratamento farmacológico. Convém sublinhar que os medicamentos não curam a hipertensão arterial, apenas ajudam a controlar a doença. Por isso, uma vez iniciado o tratamento, ele deverá ser, em princípio, mantido ao longo de toda a vida.

Felizmente, já existem muitos medicamentos eficazes na redução da pressão arterial. Compete ao médico decidir qual o fármaco mais apropriado para iniciar o tratamento. Em alguns casos, não basta apenas um fármaco, sendo necessária uma medicação combinada. Noutros casos, os doentes não toleram a medicação indicada, pelo que devem contactar novamente o médico para que ele a substitua por outra.

Perigos da vida sedentária

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

 

 

CONSEQÜÊNCIAS

A vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.

O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. O sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais; o gasto calórico semanal define se o indivíduo é sedentário ou ativo. Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.

DOENÇAS ASSOCIADAS À VIDA SEDENTÁRIA

Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.

COMO DEIXAR DE SER SEDENTÁRIO

- Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola.

- Exercer as atividades físicas necessárias à vida cotidiana de maneira consciente.

- Evitar tomar bebida alcoólica, fumar ou qualquer outro tipo de droga.

RECOMENDAÇÕES PARA FAZER EXERCÍCIOS COM SEGURANÇA

A principal recomendação é seguir o bom senso e praticar exercícios como um hábito de vida e não como quem toma um remédio amargo. A principal orientação é fazer exercícios com prazer, sentindo bem-estar antes, durante e principalmente depois da atividade física. Qualquer desconforto sentido durante ou depois de exercícios deve ser adequadamente avaliado por um profissional da especialidade.

PRATICANDO EXERCÍCIOS COM MAIOR SEGURANÇA

- Usar roupas adequadas: A função da roupa durante o exercício é proporcionar proteção e conforto térmico. Agasalhos que provocam aumento excessivo da sudorese devem ser evitados porque provocam desconforto e desidratação.

- Hidratar-se adequadamente: ingerir líquidos antes, durante e depois de exercícios. A perda excessiva de líquidos e a desidratação constituem a principal causa de mal-estar durante o exercício.

- Consulte se medico: antes de começar a se exercitar faça uma avaliação com seu medico e tire todas as suas duvidas.

A atividade física regular e realizada com prazer é um recurso insubstituível na promoção de saúde e qualidade de vida.

Yoga- Uniâo de corpo e mente

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

Ioga: união de corpo e mente

No Ocidente, a maioria das pessoas conhece a yoga como um conjunto de posturas físicas exóticas, que traz inúmeros benefícios para a coluna e para a respiração. Mas não é só isso. Trata-se de um método educacional completo para a vida, que propõe práticas de valores éticos, virtudes mentais, posturas físicas e meditação, fornecendo elementos consistentes para que a pessoa construa sua vida com mais presença e qualidade.

A palavra Yoga, de origem sânscrita, tem um grande número de significados, entre eles: “ungir”, “atar”, “integrar”. Ela deriva da raiz sânscrita yuj que quer dizer “unir”.

Os ásanas (posturas físicas) são uma das principais ferramentas da yoga e seus benefícios vão do nível físico ao espiritual.

Ásanas são posturas corporais com total envolvimento da mente, da respiração, do corpo e da essência, pelas quais se estabelece uma comunicação entre os âmbitos interno e externo do individuo, sendo por isso considerada uma prática holística / integral.

Segundo o pensamento yogue, o corpo é o nosso “instrumento de ação”, e a mente nosso “instrumento de percepção”. Quando nossos instrumentos estão em afinados, cuidados, sadios e em harmonia, gozamos de boa vitalidade e inteligência.

Uma das propostas da yoga é aprimorar e refinar esses instrumentos, pois um corpo saudável e uma mente livre e focada potencializa nossa capacidade de realização na vida. A palavra ásana (postura / atitude) define a parte física do método. O que confere um caráter especial à técnica é o perfeito sincronismo entre ação física, ação respiratória, concentração, presença e introspecção, que contribuiu para desenvolver uma atitude mental mais presente e observadora em qualquer situação da vida cotidiana.

O corpo é considerado um caminho, mas o foco da yoga vai além do desenvolvimento físico, para quem o ser humano é um conjunto formado por aspectos físico, mental, emocional, intelectual e espiritual, vivente num ambiente social.

Tudo o que acontece com o físico, atinge os outros aspectos da nossa natureza. O método baseia-se na sabedoria dos antigos mestres yogues que acreditavam ser mais simples e viável promover o desenvolvimento por meio dos aspectos mais densos, palpáveis e visíveis da natureza humana – o corpo, do que tentar atingir os mais sutis e imateriais – a mente e o espírito. “Atuar no conhecido para atingir o desconhecido”.
Mas afinal, o que essa prática tem de tão bom?
Reduz o estresse
Regula o funcionamento dos sistemas digestório e respiratório
Melhora o sono
Promove a permanente sensação de bem-estar
Equilibra a produção hormonal
Fortalece o sistema imunológico
Alonga os músculos
Melhora a qualidade de vida
Aumenta a capacidade de concentração e a criatividade

Mas a prática da yoga merece cuidados. “Quem tem alguma condição especial de saúde, como problemas na coluna, hipertensão, gestação, problemas articulares, deve passar por avaliação antes de iniciar a atividade”, alertam os professores Márcia De Luca, do Ciyma, Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayuverda e Carlos Legal, da Legalas Educação e Qualidade de Vida.

A condição física do aluno também deve ser levada em conta na hora da prática. Isso porque alguns tipos de yoga podem ser mais exigentes fisicamente.

Há diversas linhas e métodos de yoga, com ênfases, abordagens e propostas para diferentes gostos, características e interesses pessoais, mas com um objetivo comum: a harmonia plena.

“A linha que foca a prática dos ásanas é conhecida como Hatha Yoga, sendo a mais popular no ocidente e que visa fortalecer e aprimorar o corpo para que nele habite uma mente harmoniosa” afirma Carlos Legal, consultor, professor de yoga e idealizador do PYT® – Programa de Yoga no Trabalho.

“Todos os métodos contemporâneos de ioga que lidam com o corpo, são originados do Hatha Yoga, diferenciando-se apenas pela forma como as posturas são desenvolvidas, pela intensidade e prioridades” afirma Legal.

Um estudo publicado em fevereiro de 2009 no periódico científico Psycho-Oncology sugere que pacientes com câncer de mama que praticaram 75 minutos de yoga restaurativa – tipo de prática com foco no relaxamento – por dez semanas tiveram redução de 50% na depressão e aumento de 12% em sentimentos de paz depois da prática.
Curiosidades

As gestantes também podem praticar somente após o terceiro mês, desde que liberadas pelo médico. Durante a aula, fazem exercícios respiratórios, de fortalecimento do assoalho pélvico, além de relaxamento, meditação e posturas de equilíbrio.
Ioga no HIAE

Com o objetivo de melhorar a concentração, o equilíbrio e a forma física de seus colaboradores, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) promove, desde setembro de 2003, aulas de yoga para médicos, enfermeiros e outros profissionais que trabalham na instituição.

Segundo o coordenador da atividade, Carlos Legal, da empresa Legalas Educação e Qualidade de Vida, os resultados têm sido positivos. “Atualmente, o Einstein tem 3 turmas, que fazem aula durante uma hora, duas vezes por semana. E a atividade acontece no próprio hospital, em uma sala preparada especialmente para a aula”, explica.

“Os iniciantes começam com foco no desenvolvimento do prazer e da autoconsciência, com menor permanência nas posturas para se adaptarem ao tipo de prática. Com a utilização de acessórios especiais para prática de ioga, é possível que os exercícios sejam adaptados a sua condição física”, conta Legal, lembrando que as aulas no HIAE baseiam-se no Hatha Yoga.

O yoga nasceu numa rica e diversificada cultura, na Índia, onde naturalmente, diversas abordagens surgiram em função das características mentais das pessoas que buscavam a integração. Havia a possibilidade de vários caminhos para a integração pessoal e esses caminhos também eram chamados de ioga.

Apenas para efeito de curiosidade do leitor, listamos abaixo alguns tipos de yoga.
Raja Yoga (yoga real)

A yoga, essencialmente, possui um objetivo meditativo e o texto mais importante sobre o tema é conhecido como Yoga Sutras de Patanjali, que surgiu por volta de 260 a.C..

O texto explica as fontes de aflição e sofrimento humano e sugere um método de integração em oito passos (Ashtanga Yoga), para eliminar as aflições mentais que geram sofrimento. Entre esses passos, estão: condutas éticas, condutas íntimas, posturas para meditação, controle respiratório, domínio dos sentidos, concentração, meditação e harmonia plena.
Bhakti Yoga (yoga pela devoção)

Seu foco é a devoção a uma divindade, um santo ou imagens associadas à natureza (sol, lua, rio etc.).

O movimento Hare Krishna, por exemplo, ou qualquer pessoa que tenha fortes características religiosas, representa esse tipo de ioga.
Karma Yoga (yoga pela ação)

A palavra Karma, de origem sânscrita, significa ação. E a toda ação há uma consequência ou resultado. O Karma yogue é aquele que foca sua prática no cumprimento dos deveres da vida (educar os filhos, trabalhar, amor esposa / esposo, cumprir seus deveres no cotidiano) com total devoção e compromisso, mas sem esperar nada de retorno por sua ação.

Agir sem expectativa pelos frutos da ação é uma maneira de agir com total maestria e qualquer pessoa pode cultivar essa atitude salutar em seu cotidiano. Isso é Karma Yoga.
Jñána Yoga (ioga pelo conhecimento)

A palavra Jnana, que significa conhecimento, caracteriza o tipo de integração por meio do estudo, da erudição. Há pessoas que têm mais facilidade e focam seu desenvolvimento pelo estudo profundo de um determinado tema e esse é o Jnani Iogue.
Mantra Yoga (ioga pelo som)

Mantras são vocábulos que possuem uma representação. É como se fosse uma oração. Em sânscrito, man significa mente e tra significa livrar-se. Desse modo, mantra é uma combinação de sons que livra nossa mente das agitações.

Nas tradições orientais, o mantra mais importante de todos é o Om. Diz-se que foi a vibração e o movimento que engendrou os primeiros ritmos no Cosmos (teoria do Big Bang). A palavra sânscrita AUM (Om) significa “tudo” e transmite o conceito de onisciência, onipresença e onipotência.
Hatha Yoga (yoga pelo físico)

Nessa modalidade o caminho para integração é o corpo. Há ênfase nas técnicas corporais, respiratórias e relaxamento. É correto afirmar que o Hatha Yoga se caracteriza pelo perfeito sincronismo entre “movimento, respiração e foco mental”, onde o corpo é um meio viável para a meditação e integração pessoal.

Atualmente, há diversos métodos contemporâneos baseados no Hatha Yoga. Dos mais conhecidos atualmente, encontram-se:
Ashtanga Vinyasa Yoga:

Este sistema, oriundo da região de Mysore, no sul da Índia e ensinado pelo mestre Sri K. Pattabhi Jois (discípulo de Sri. T. Krishnamacharya – foi mestre dos professores mais influentes da atualidade – falecido em 1989 aos 101 anos), está baseado em seis séries de ásanas progressivamente mais exigentes, nas quais cada praticante trabalha em seu próprio ritmo, através de uma técnica chamada vinyasa, que consiste em coordenar o movimento com a respiração.

É uma prática dinâmica e intensa que desenvolve simultaneamente flexibilidade, resistência, força e agilidade, gerando ótimo condicionamento físico, vitalidade e concentração.

O Ashtanga Vinyasa Yoga, de todos os métodos que se conhecem hoje em dia, é o mais exigente fisicamente. Apesar de o termo Ashtanga ser usado para nomear também este método, não deve confundir com Ashtanga Yoga de Patanjali, que trata do sistema filosófico.
Iyengar Yoga:

O Iyengar Yoga é um método altamente preciso criado por B.K.S. Iyengar, com base nos ensinamentos do seu mestre, Sri T. Krishnamacharya.

Uma das características mais marcantes deste método é o conceito de alinhamento (tanto físico quanto o alinhamento da ação com o pensamento).

Diferencia-se dos outros métodos pelo cuidadoso detalhamento e adaptabilidade com que os ásanas são conduzidos e executados, buscando uma perfeita adequação anatômica. Neste método, podem-se utilizar acessórios como almofadões, blocos, cintos e pranchas, entre outros, para intensificar ou adaptar os ásanas à condição física e aos objetivos do aluno.

Os maleficios do tabagismo

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

Porque fumar?

Existem vários fatores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ou outros derivados do tabaco. A maioria delas é influenciada principalmente pela publicidade do cigarro nos meios de comunicação.
No caso dos jovens ainda é pior porque além das propagandas pelos meios de comunicação, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência. Antes dos 19 anos de idade o jovem está na fase de construção de sua personalidade. Pesquisas mostram que a maioria dos adolescentes fumantes iniciou a fumar justamente nesta faixa de idade, isto quer dizer que o principal fator que favorece o tabagismo entre os jovens é, principalmente, a necessidade de auto-afirmação.
Moda nos dicionários nos leva a pensar em: música, roupas, gostos, jeito de se vestir, gírias, danças, etc. O tabaco não está incluído em nenhum destes itens.
A algum tempo atrás a publicidade manipulava psicologicamente levando diferentes grupos (adolescentes, mulheres, indivíduos de baixo poder aquisitivo, etc) que acreditavam que o tabagismo era muito mais comum e socialmente aceito do que era na realidade e através das demandas sociais e das fantasias dos comerciais que usavam mulheres bonitas, bem vestidas, homens fortes, bonitos, jovens curtindo a natureza ou em festas muito bem acompanhados todos estes personagens fazendo uso do cigarro. Hoje, este tipo de publicidade foi proibido no Brasil. A lei 10.167 restringe a propaganda de cigarros e derivados do
Fumar durante a gravidez?

Nem pensar, FUMAR DURANTE A GRAVIDEZ traz sérios riscos para a gestante como também aumenta o risco de mortalidade fetal e infantil, estes riscos se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Estes riscos são:
· Abortos espontâneos;
· Nascimentos prematuros;
· Bebês de baixo peso;
· Mortes fetais e de recém-nascidos;
· Gravidez tubária;
· Deslocamento prematuro da placenta;
· Placenta prévia e
· Episódios de sangramento.

Comparando-se a gestante que fuma com a que não fuma, a gestante fumante apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento.
A gestante que fuma, com um único cigarro fumado acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Imagine a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.
A gestante, o parto e a criança também estão expostos a estes riscos quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro (fumante passiva), absorvendo substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Assim como a mãe que fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite que é ingerido pela criança.
O que é ser um fumante passivo?

É o indivíduo que convive com fumantes e inalam a fumaça de derivados do tabaco em ambientes fechados. Poluição Tabagística Ambiental (PTA), é a poluição decorrente da fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior responsável pela poluição nestes ambientes. Pesquisas mostram que o tabagismo passivo é estimado como a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, só perdendo para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.
Os não fumantes que respiram a fumaça do tabaco têm um risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo. Quanto maior o tempo em que o não fumante fica exposto à poluição tabagística ambiental, maior a chance de adoecer. As crianças, por terem uma freqüência respiratória mais elevada, são mais atingidas, sofrendo conseqüências drásticas na sua saúde, incluindo doenças como a bronquite, pneumonia, asma e infecções do ouvido médio.

Só os fumantes não acreditam que são:

· Nove mortes por hora.
· 80 mil por ano.
· 90% dos casos de câncer de pulmão.
· 80% dos enfisemas pulmonares.
· 25% dos infartos de miocárdio.
· 40% dos derrames cerebrais.
· 10 milhões de pessoas vão morrer nos próximos 30 anos, nas Américas.
· Quatro milhões morrem por ano.
Métodos para acabar com o vício

Hoje, já existem no mercado diversos métodos para acabar com o vício do cigarro, basta querer e ter força de vontade.
Citaremos alguns destes métodos:

· Goma de mascar com nicotina – são pastilhas que liberam pequenas doses de nicotina diminuindo os sintomas da abstinência.

· Skin Paches – são pequenos adesivos que colados à pele, liberam mais nicotina do que a goma de mascar.

· Spray nasal – este spray libera menos nicotina que a goma e os patches, mas chega mais rápido ao sistema circulatório.

· Inalante – o inalante tem a mesma forma do cigarro, o que leva o indivíduo a achar que está fumando, pois imita o gesto mão-para-boca do fumante só que com 1/3 da nicotina do cigarro.

· Zyban – este é um método sem nicotina, trata-se de uma droga antidepressiva que auxilia nas crises de abstinência.

Todos estes métodos devem ser receitado e terem acompanhamento médico.

Referências Bibliográficas:
Aleixo Neto, A. Efeitos do fumo na gravidez. Ver. Saúde Pública, São Paulo, 24:420-4, 1990.
Doll R, Peto R. 9ª Conferência Mundial sobre Tabaco e saúde. Paris, 1994.
Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação Nacional de Controle de Tabagismo e Prevenção Primária – CONTAPP. “Falando Sobre Tabagismo”. Rio de Janeiro, 1996.
Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Instituto Nacional de Câncer – INCA. Estimativas da Incidência e Mortalidade por Câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2002.
World Health Organization. World no-Tobacco Day. Tobacco Alert, 1996.
International Agency of Reaserch in Cancer (IARC). Environmental Carcinogens mathods of analysis and exposure measurement. Passive Smoking. Vol 9, Scientific Publications n.31, Lyon, France 1987.
Rosemberg, J. Tabagismo, sério problema de saúde pública 2 ed. Almed Editora e Livraria Ltda. 1987.
U.S. Department of Health and Human Services. The health consequences of involuntary smoking. A report of the Surgeon General. Washington DC; U.S. Government Printing Office, 1986.
U.S. Departament Of Health and Human Services. The health consequences of smoking: cardiovascular disease. Maryland, EUA. : CDC, 1984, n. 84-50204, p. 7-8, 109, 1984.
Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. IV Levantamento sobre o Uso de Drogas entre Estudantes de 1º e 2º graus em 10 Capitais Brasileira. UNIFESP, 1997.

Texto de Ivana Silva

Envelhecer com saúde

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

Envelhecer com Saúde
Saiba o que acontece no corpo a cada década vivida e como é possível preservar o maquinário com exercícios físicos e alimentação adequada

É um processo contínuo que se inicia ao nascermos. Cada dia vivido é um micrograma de areia na ampulheta do tempo. O modo como cada pessoa age, os hábitos de vida que adquire e os cuidados que tem consigo serão decisivos para uma velhice penosa ou, ao contrário, para uma etapa de maturidade que não extingue o tempo das descobertas e da alegria de desfrutar a existência. O que torna esse processo um fardo para muitos é o medo das limitações impostas pelas perdas do organismo.
De fato, quanto mais vivemos, maiores desgastes físicos impomos às nossas estruturas orgânicas. A pele perde gradualmente o frescor, a massa muscular e os ossos diminuem, enquanto a gordura corporal aumenta. Os sentidos antes aguçados agora precisam de artefatos (óculos, aparelhos para perda auditiva etc.).

“As áreas mais afetadas vão depender de como a pessoa viveu ao longo do tempo”, diz o geriatra Venceslau Antonio Coelho, do serviço de Gerontologia no Hospital Sírio-Libânes. Exemplo: pele mais envelhecida e com manchas nos idosos que não usaram filtro solar, doença pulmonar e cardíaca nos tabagistas, colesterol alto, hipertensão e diabetes, naqueles que não adotaram hábitos alimentares saudáveis, dificuldades para andar, problemas vasculares e cardíacos nos obesos e sedentários.

ATIVAR O CÉREBRO

Por outro lado, na ausência de uma pílula mágica que nos mantenha como Dorian Gray, o personagem do livro homônimo do inglês Oscar Wilde, jovens no corpo físico, a receita consagrada hoje nos meios médicos consiste em comer menos, movimentar-se mais, ativar o cérebro, buscar a vida em grupo e perseguir alguma forma de espiritualidade. Coelho acrescenta a lista repetida como um mantra em consultas com geriatras: Não fumar, praticar atividade física, ingerir bebida alcoólica com moderação, controlar o estresse, buscar uma alimentação saudável e ter vida social. Solidão, portanto, é um fator que depõe a favor de um envelhecimento mais rápido.

“É importante seguir estudando algo que sempre quis e não teve tempo ao longo da fase adulta, reinvestir em sonhos e desejos que ficaram esquecidos. É não deixar a mente envelhecer”, afirma a psicanalista Dorli Kamkhagi, autora do livro Psicanálise e velhice: sobre a clínica do envelhecer (Editora Via Lettera). Pesquisas já consagraram, em experimentos com roedores, que o cérebro ativado funciona melhor na maturidade. Leituras, conversas, jogos e palavras cruzadas são potentes estímulos para os neurônios. Venceslau Coelho lembra, ainda, que “indivíduos com maior nível educacional são menos suscetíveis a quadros demenciais do que pessoas com baixa escolaridade”.

Invista na sua vida social: a solidão é um fator que depõe a favor de um envelhecimento mais rápido

Há cerca de dois anos, uma pesquisa divulgada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) descobriu um crescimento relativamente grande nos dendritos sempre que estas células que compõem o sistema nervoso central eram utilizadas. Ou seja, quanto mais o cérebro trabalha, ativa mais neurônios, em um processo dinâmico.

Comer menos e malhar mais

Estudo realizado desde 2002 pelo National Institute on Aging, nos EUA, confirma os efeitos dessa prática. Os pesquisadores concluíram que “comer menos” limita os danos provocados pelos temidos radicais livres. Esses elementos nocivos são produzidos pela conversão dos alimentos em energia que alimenta nossas células. Outro grupo de pesquisadores, da McMaster University, no Canadá, demonstrou na década passada que o envelhecimento muscular pode até ser revertido se a prática de atividade física for frequente. “Após os 30 anos, o corpo humano tende a perder 10% da massa muscular a cada década, e a única forma de evitar isso é fazer uso constante dos músculos. Com relação ao físico, o lema é ‘usar ou perder’”, comenta a psicoterapeuta Ana Carolina de Oliveira Costa, mestre em Envelhecimento e Sexualidade pela PUC-SP. A atividade física melhora não só a capacidade aeróbica, mas também a massa muscular, que vai diminuindo gradualmente, com o avanço da idade.

Stella Galvão

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