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Arquivado por October, 2012

Massoterapia como forma de relaxamento muscular e seus benefícios

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

- Aumenta a percepção
- Aumenta a consciência corporal
- Aumenta o relaxamento
- Aumenta a circulação sanguínea, linfática e capilar
- Aumenta a capacidade respiratória
- Anti–stress
- Desportivo
- Estético
- Tonifica
- Equilibra física e mentalmente
- Estímulo muscular profundo e sensorial
- Estimula as terminações nervosas receptoras
- Diminui fibroses em músculos lesados, desenervados ou imobilizados
- Mantém o músculo nutrido, flexível e com vitalidade
- Melhora a elasticidade e a aparência da pele
- Libera mecanicamente aderência e fibrose das cicatrizes
- Aumenta o contato com o próprio corpo
- Alivia as dores
- Diminui fadiga muscular
- Traz energia, mantendo o corpo mais harmônico, com mais disposição e sensação de leveza.

A massoterapia é uma técnica de massagem que tem o poder de cura com as mãos pela aplicação de várias técnicas de manipulação de músculos e ossos, onde envolvem a aplicação de pressão fixa e dinâmica e apertar o movimentar partes do corpo com as mãos e dedos. A massoterapeuta pode usar também outras partes de seu corpo tais como antebraço, cotovelos ou pés. Estas técnicas afetam o sistema muscular, esquelético, circulatório, linfático, nervoso entre outros. O objetivo da massoterapia é bem claro, agir de forma positiva sobre a saúde e bem estar do cliente.

Com a massagem vários benefícios podem ser atribuídos para a saúde física e mental, como a redução de estresse, facilitação do relaxamento, redução do batimento cardíaco, redução da pressão sanguínea, melhoria da circulação sanguínea e linfática, relaxamento dos músculos, redução da dor crônica e melhoria da amplitude dos movimentos articulatórios. Os benefícios da massagem também podem se refletir em várias doenças como relaxamento global do corpo, músculos tensos, aliviar a dor do cansaço, aumentar a flexibilidade e amplitude de movimentos.

Ela também auxilia na recuperação de lesões e doenças, fortalece o sistema imunológico, reduzem dores de cabeça, melhora a tensão mental, melhora a concentração, melhora suas noites de sono. A técnica também é conhecida como um dos mais antigos métodos de tratamento, com referencias em textos com aproximadamente 4 mi anos. Na realidade a massoterapia é muito mais do que esfregar, ela é pressionar, apertar, bater, comprimir, vibrar, balançar, friccionar entre várias outras técnicas de massagem.

Uma boa massagem faz mais que apenas relaxar seus músculos? Para descobrir, pesquisadores do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, recrutaram 53 adultos saudáveis e aleatoriamente submeteram 29 deles a uma sessão de 45 minutos de intensa massagem sueca, e os outros 24 a uma sessão de massagem leve.
Foram inseridos cateteres intravenosos em todos os participantes, para que amostras de sangue fossem colhidas imediatamente após a massagem e novamente uma hora depois.

Para surpresa dos pesquisadores, patrocinados pelo Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa, uma divisão do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, uma única sessão de massagem foi capaz de causar alterações biológicas em quem a recebia.

Os voluntários que foram submetidos a massagem sueca experimentaram reduções significativas nos níveis do hormônio do stress cortisol no sangue e saliva, e no nível de um outro hormônio que pode causar elevações de cortisol. Eles também tiveram aumento no número de linfócitos, os glóbulos brancos do sangue que fazem parte do sistema imunológico – responsável pelas defesas do corpo.

Os voluntários da massagem leve experimentaram elevações da oxitocina, um hormônio associado ao contentamento e à confiança, maiores que no grupo da massagem sueca, e reduções mais acentuadas de um hormônio que estimula as glândulas adrenais a liberar o cortisol.

O estudo foi publicado online em “The Journal of Alternative and Complementary Medicine”. O principal autor, Mark Hyman Rapaport, diretor de psiquiatria e neurociências comportamentais do Cedars-Sinai, afirmou que as descobertas são intrigantes e instigantes.

* Por Roni Caryn Rabin

A importância da musculação

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

Quais são os princípios da musculação e seus objetivos?
Os princípios da musculação são os mesmos do treinamento: volume e intensidade. O volume, no caso da musculação, é representado pela carga, na forma de peso e a intensidade, pelo número de versões e intervalos entre as séries e a velocidade em que é feito o esforço. A musculação é usada para aumento da força e do volume dos músculos e também para estética corpórea, no caso, com controle de peso.
A musculação é indicada para todas as idades? Há alguma restrição?
A musculação pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer idade. Algumas restrições são para crianças, mesmo porque não faz sentido para uma criança fazer musculação, apesar de ela poder ganhar força e volume muscular. O ideal é esperar um amadurecimento razoável do corpo, a partir dos 14 anos, para depois ingressar num programa de treinamento. Não faz sentido colocar uma criança de 10 anos para fazer exercício resistido. Já os idosos devem fazer musculação, porque há uma série de estudos que falam sobre o fortalecimento do esqueleto, que poderá evitar problemas no caso de quedas.
“As lesões ocorrem em casos de imprudências muito grandes e falta de acompanhamento profissional, mas o treinamento programado e correto não provoca lesões”
Houve um tempo em que as pessoas condenaram a musculação, apontando-a como causadora de dores e lesões. Por que esse panorama mudou?
As lesões ocorrem em pessoas que praticam o exercício resistido com alta intensidade, muito peso e muitas horas diárias e ainda o associam a outra atividade, como futebol e vôlei. O efeito disso é que você soma treinamento o tempo todo e o corpo tem pouco tempo para se recuperar desse efeito cumulativo. Na musculação em si não tem como acontecerem lesões, porque os movimentos são lentos e controlados, mesmo com sobrecarga. A única maneira de uma pessoa lesar-se com a musculação seria por meio de exercício com muito peso e muita velocidade ao mesmo tempo. As lesões ocorrem em casos de imprudências muito grandes e falta de acompanhamento profissional. Mas, o treinamento programado e correto não provoca lesões.
No Congresso Brasileiro de Musculação você vai proferir palestra sobre musculação para gestantes. No que ela difere da musculação tradicional?
Hoje, quando se fala da prescrição de exercícios resistidos, valorizamos exercícios mais básicos, que usam grandes grupos musculares, para a pessoa ganhar força e resistência para exercer suas atividades diárias. Ocorre que, para fazer esses exercícios, apesar de serem básicos, o desgaste físico é um pouco aumentado. No caso da gestante, em vez dessas atividades, prescrevemos exercícios que tentam isolar um pouco os músculos, para não dar desgastes tão grandes. Outra diferença é que, normalmente, o treinamento para não-grávidas é progressivo. Para gestantes, não faz sentido progredir no treinamento. Nós o conduzimos como atividade física. Para as sedentárias, são fundamentais a prática de atividades mais brandas e o acompanhamento médico. A atividade física não é recomendada em gravidez de alto risco.
“Especificamente na musculação, o pessoal vai à academia não para treinar a força, resistência, autonomia do músculo, fortalecimento do corpo, mas por questões meramente estéticas”
No caso das gestantes, o mais adequado não seria a hidroginástica, embora algumas pessoas alertem para o risco da contaminação da água?
Há uma série de vantagens na hidroginástica: o corpo fica numa posição muito confortável, a água é um ambiente confortável e há possibilidade muito grande de fazer trabalho com grandes grupos musculares. No entanto, pode surgir um problema se a água for muito aquecida, pois aumentará a quantidade de sangue na periferia do corpo, reduzindo a quantidade de sangue para o útero. Há indícios de sofrimento fetal na literatura diante da falta de sangue oxigenado. Algumas pessoas sugerem o risco de contaminação na água, mas isso não é verdadeiro. Na gravidez, o corpo da mulher passa por uma série de transformações, o sistema imunológico sofre algumas alterações, mas não o suficiente para uma aula de hidroginástica apresentar risco de contaminação para o feto e para a mãe.
Muitos especialistas condenam a prática excessiva de exercícios e o que se vê no Brasil são muitos jovens, especialmente do sexo masculino, com hipertrofia geralmente nos membros superiores. Qual é o problema? É a exacerbação do culto ao corpo ou o crescimento do número de maus profissionais de educação física?
Pelo contrário. Atualmente, existem excelentes profissionais de educação física no mercado. Infelizmente, há profissionais ruins em todas as áreas. No Brasil, a percepção do exercício pelos profissionais aumentou demais nos últimos anos. Os especialistas percebem a magnitude do exercício e toda sua interferência no corpo do praticante. Não tenho dúvida de que as edições anteriores do Congresso Brasileiro de Musculação influenciaram muito no conhecimento desses profissionais. O problema é que, especificamente na musculação, o pessoal vai à academia não para treinar a força, resistência, autonomia do músculo, o fortalecimento do corpo, mas por questões estéticas. E isso gera a perda de referencial. A pessoa não olha o físico como um todo, em termos de qualidade de vida, mas detalhes nos braços, no abdômen. A falta de referencial gera as monstruosidades que a gente vê por aí. Algumas pessoas aplicam substâncias oleosas no interior dos músculos, o que pode gerar necrose e perda de tecido. Em alguns casos, é necessário cirurgia.
Por que o exercício da profissão ainda é tão mal fiscalizado pelos conselhos federal e regionais de educação física? Não deveria ser proibida a inclusão de instrutores ou estudantes de educação física nas academias?
Na verdade, tanto o conselho federal quanto o conselho regional de Educação Física de Minas Gerais (Cref-MG) estão fazendo o que atualmente é possível ser feito. Se fizermos uma busca histórica, veremos que todos os conselhos de medicina, fisioterapia quando foram criados, tiveram os mesmos problemas. Acho interessante o que o conselho faz e é o que pode ser feito, por enquanto. O tempo melhora as coisas. Os clientes e alunos vão começar a perceber a diferença entre um profissional e um curandeiro.
Quais são as áreas do corpo mais lesionadas em decorrência da prática de musculação inadequada? O que fazer nessas situações?
Normalmente são os joelhos, os ombros e a região lombar, especificamente a quarta e quinta vértebras. Mas isso ocorre com a musculação inadequada, sem observar os critérios necessários. Houve avanço tecnológico na ergonomia das salas de musculação, por isso não se fala muito em lesões. No entanto, muitas vezes, as academias não fazem uma boa avaliação e uma boa anamnese dos alunos. Não se conhece a rotina das pessoas, o que pode provocar problemas para os alunos. Por exemplo: se o aluno trabalha com digitação, não poderá fazer muitos exercícios para os ombros. É preciso ter uma percepção muito grande dos alunos. Eles têm de ser pensados como pessoas que vão fazer atividades físicas sem tendinite e processos inflamatórios ao longo de toda a vida.
O que você acha dos modismos? Antigamente, a ginástica aeróbica de alto impacto esteve no auge, mas foi condenada devido ao grande número de lesões. Depois veio a onda do método body systems e agora estamos na era do pilates. Há um exercício universal, que resiste a essas tendências?
Os modismos têm de ser enxergados como divulgação das academias para atrair clientes. Não têm nada de errado. Alguns são resultados de estudos, outros são adaptações de métodos de treinamentos para não-atletas, como o step, da década de 80. Os exercícios aeróbicos, no geral, as caminhadas e corridas e os exercícios resistidos, como a musculação, nunca serão superados. A musculação sempre existiu. Os gladiadores treinavam com espadas mais pesadas para, quando usassem espada de peso normal, tivessem autonomia muscular aumentada. Isso era treinamento resistido. O anatomista Galeno foi um dos primeiros a prescrever exercícios dessa natureza. O pilates, na verdade, é uma atividade física que algumas vezes adquire caráter de exercício físico, mas é um método que desenvolve alguns níveis de força e trabalha bastante a postura das pessoas, o que é diferente de um trabalho de fortalecimento exclusivo, feito dentro de uma sala de musculação. Os modismos são importantes, mas as pessoas têm de saber usar isso para promover a atividade física e não tentar criar superatletas dentro das academias porque isso, na verdade, resulta em poucos benefícios em termos gerais.

(Ellen Cristie/Estado de Minas)

A obesidade é a causa de varias doenças

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

A obesidade tornou-se uma epidemia global, segundo a Organização Mundial da Saúde ligada à Organização das Nações Unidas. O problema vem atingindo um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo e entre as principais causas desse crescimento estão o modo de vida sedentário e a má alimentação.

Segundo José Carlos Pareja, médico especialista em cirurgia de redução de estômago, a taxa de mortalidade entre homens obesos de 25 a 40 anos é 12 vezes maior quando comparada à taxa de mortalidade entre indivíduos de peso normal. O excesso de peso e de gordura no corpo desencadeia e piora problemas de saúde que poderiam ser evitados. Em alguns casos, a boa notícia é que a perda de peso leva à cura, como no caso da asma, mas em outros, como o infarto, não há solução. Se você ainda tem dúvidas dos problemas que a obesidade pode trazer, listamos as doenças que, comprovadas por pesquisas científicas, são geradas pelo excesso de peso.

Doenças do coração
As primeiras doenças que costumam afetar o obeso são as do coração. Segundo José Carlos Pareja, que também é diretor do Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas (CCOC), o coração de uma pessoa acima do peso tem que “trabalhar” mais. “Se seu peso ideal é 70kg, seu coração foi feito para trabalhar num corpo de 70 kg. Se você pesa 100, ele tem que trabalhar para um corpo de 70 e mais um de 30 e fica sobrecarregado”. Entre as várias doenças do coração está a hipertrofia ventricular, que é o aumento do músculo do coração por excesso de trabalho. A hipertrofia pode evoluir para a insuficiência e gerar arritmia e também aumenta o risco de um acidente vascular cerebral e morte súbita.

A hipertensão é outro problema comum entre os obesos. Um estudo americano mostrou que 75% dos hipertensos são obesos. O motivo é a alta produção de insulina – por isso muitas vezes o obeso não é diabético, mas tem problema com a pressão alta. A insulina funciona na manutenção do tamanho dos vasos sanguíneos e também favorece a absorção de água e sódio. Uma alimentação não-balanceada somada à compressão dos vasos sanguíneos resulta na pressão alta, que aumenta os problemas no coração. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, o problema é a causa de 40% das mortes por acidente vascular cerebral.

Trombose
Como o coração do obeso funciona com dificuldade, há um mau bombeamento de sangue para o corpo inteiro, gerando doenças ligadas ao sistema vascular. É comum que obesos tenham varizes nas pernas e enfrentem um risco maior de ter trombose – acúmulo de coágulos de sangue dentro de vasos sanguíneos. Uma pesquisa publicada no American Journal of Medicine, em 2005, mostrou que os pacientes obesos tinham 2,5 vezes mais chance de ter trombose do que os indivíduos não obesos. E esse risco foi maior entre as mulheres obesas do que entre os homens obesos (2,75 contra 2,02, respectivamente) e entre os pacientes obesos com menos de 40 anos, em relação aos mais velhos.

Apnéia
Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a parada respiratória involuntária durante o sono, muito comum entre os obesos, é pouco conhecida e muito grave. O problema atinge mais da metade dos obesos mórbidos. A apnéia acontece mais nos obesos porque eles têm excesso de gordura na região do pescoço e a faringe fica mais estreita, facilitando o fechamento involuntário. Na posição horizontal do corpo durante o sono, a expansão do pulmão para a respiração também é mais difícil. Mancini explica que quem sofre de apneia não tem um sono normal e enfrenta problemas durante o dia, como cansaço, dificuldade de concentração e até mesmo pressão alta.

Esteatose hepática
É o acumulo de gordura no fígado, órgão responsável pelo metabolismo dos lipídeos, que viram glicose e vão para o sangue. Quando há um excesso de gordura ingerida, o fígado não consegue metabolizar tudo e parte se acumula no órgão, que pode desenvolver cirrose ou fibrose. A cirrose é normalmente associada à ingestão de álcool, mas neste caso, pode aparecer em pessoas que não bebem. Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que 67% dos obesos que fizeram a operação de redução de estômago apresentavam excesso de gordura no fígado e 5,5% deles tinham sinais de cirrose. Após a cirurgia bariátrica, a esteatose desapareceu em 84% e a cirrose, em 75% dos pacientes. Mancini alerta para a dificuldade de diagnóstico. “Metade dos pacientes que fazem ultrassom não consegue saber que está com essa doença, porque é difícil de enxergar. Mas quase todo obeso em fase de obesidade mórbida tem altos níveis de gordura do fígado”.

Depressão
O problema psiquiátrico afeta uma grande quantidade de obesos. Segundo o médico José Carlos Pareja, estatísticas mostram que, na população, 30% das pessoas terão algum tipo de depressão ao longo da vida. Já entre os obesos, esse número sobre para 89%. “São pessoas que sofrem muito com a autoestima, principalmente na adolescência, uma fase em que é importante a socialização. A depressão é uma doença tão importante quanto a pressão alta”.

Asma
A asma está relacionada à presença de uma substância produzida no tecido adiposo chamada eotaxina, capaz de provocar o fechamento dos brônquios. Estudos já mostraram que, quanto maior o índice de massa corporal, maior a quantidade de eotaxina produzida pelo corpo. Por isso, os obesos sofrem mais de asma. “Muitos pacientes meus que tinham graves crises de asma deixaram de ter problemas depois de perder peso. Para muitos obesos que têm asma, a cura é o emagrecimento”, diz Marcio Mancini. Ele também afirma que as pesquisas americanas sugerem um paralelo entre o crescimento do número de obesos e de asmáticos nos Estados Unidos, que têm o maior percentual de obesos no mundo. Entre 1960 e 1994, o número de americanos obesos aumentou de 12,8 para 22,5%. O número de asmáticos entre 1980 e 1994 subiu de 3,1 para 5,4%.

Infertilidade e gravidez de risco
A produção de hormônio anormal das mulheres obesas desencadeia uma série de problemas relacionados à gravidez. A alta taxa de gordura no corpo provoca maior produção de testosterona – hormônio masculino –, a menstruação fica irregular e a mulher tem mais dificuldade para engravidar. A gravidez da mulher obesa costuma ser de alto risco. Ela pode abortar devido à pressão alta e o bebê também pode ser afetado. Um estudo lançado na última semana na revista da Associação Americana de Medicina mostrou que as obesas têm o dobro de chance de ter filhos com problemas congênitos, como má formação da medula espinhal (que pode levar a um aborto ou a falta de movimento dos membros inferiores) e do coração. O diabetes do tipo 2, que afeta muitas mulheres obesas, também é um fator de risco para gerar problemas no sistema nervoso central e no coração do bebê. Os resultados de ultrassonografia também são mais imprecisos em mulheres obesas, pois a camada de gordura abdominal atrapalha o exame.

Neoplasia
Esse tipo de crescimento desordenado de células, que pode ser benigno ou virar um câncer, é facilitado pelo aumento de peso. Obesos têm deficiência de um tipo de linfócito chamamo “natural killer” (assassino natural) que combate células mutantes. “Muitos casos de câncer são combatidos pelo nosso corpo porque essas células atuam em nossa defesa. Mas, no caso do obeso, as células não conseguem combater sozinhas e o tumor pode se desenvolver”, afirma Marcio Mancini. De acordo com o médico José Carlos Pareja, o aumento de massa corpórea é um fator de risco para mulheres desenvolverem câncer de mama e de endométrio. Ele alerta para a dificuldade de diagnóstico e de tratamento em pacientes obesos devido à camada de gordura muito espessa. “O tratamento do câncer em um obeso não é mais difícil, mas como o diagnóstico pode ser tardio, a cura pode ficar mais difícil”.

Estudos científicos já haviam provado a ligação entre alguns tipos de câncer e a obesidade. No ano passado, uma dissertação de mestrado da Faculdade de Medicina da USP mostrou que pacientes obesos que reduziram o tamanho do estômago por cirurgia tiveram a produção de linfócito natural killer aumentada após seis meses.

Colesterol alto
Os obesos têm baixa taxa de HDL, o colesterol bom que diminui o risco de ataque cardíaco e ajuda a remover o colesterol ruim das paredes das artérias. O acúmulo de gordura dentro dos vasos pode causa entupimento e até um infarto. Um estudo recente da Universidade Estadual de Campinas apontou que o índice de colesterol alto, um problema mais comum em adultos, está atingindo também os mais novos. Dos quase 2 mil jovens e crianças entre 2 e 19 anos que foram atendidos no Hospital das Clínicas da Unicamp, 44% apresentaram alteração nos níveis de colesterol, e a principal causa foi o excesso de peso.

Diabetes do tipo 2
No Brasil, existem de 7 a 8 milhões de pessoas com diabetes do tipo 2. Isso representa 5% da população, porcentagem que é a média em outros lugares do mundo. Porém, segundo o médico José Carlos Pareja, mais de 70% dessas pessoas com diabetes têm algum grau de peso acima do normal. O diabetes tem fatores genéticos, mas quanto maior o peso de uma pessoa, maior a chance de ele aparecer. Isso acontece porque o aumento do peso e da gordura no corpo ocasiona uma resistência à ação da insulina, o hormônio que auxilia o organismo a regular os níveis de glicose.

Respiração

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

A maior parte de nós respira incorretamente: preenchemos com ar apenas a parte superior dos pulmões, estufando o peito e com isso, não conseguimos expulsar os gases tóxicos contidos nas partes média e inferior (além de absorver menos oxigênio e energia vital que a capacidade dos pulmões permite), ocasionando envelhecimento precoce da pele, dos órgãos e prejuízos para a eficiência mental e a saúde.

Por isso devemos reaprender a respirar com os bebês: ao inspirar eles estufam o abdome e ao expirar o contraem.

Ao respirar corretamente (respiração abdominal) você absorverá um excedente de energia vital no seu corpo e terá mais alegria, estrutura emocional e física para enfrentar as situações do dia-a-dia, ou seja, com menor stress e maior eficiência.

Mas infelizmente respiramos curto e rápido, ofegantes em meio à correria e stress diários. Mas por que começamos a respirar superficialmente, curto e rápido? Por defesa. Para sofrer menos.

Quando crianças os adultos nos repreendiam asperamente, batiam, gritavam, deixavam-nos com medo. Como respirávamos corretamente, absorvíamos muita energia vital e como ela é sinônimo de sensibilidade, sentíamos tudo intensamente, seja a felicidade, seja o sofrimento. Assim, inconscientemente começamos a respirar curto para absorver menos energia vital, diminuindo assim a nossa sensibilidade e conseqüentemente, o nosso sofrimento.

Esta estratégia, ao mesmo tempo em que fecha a porta para a percepção da infelicidade, também fecha para a da felicidade. Ficamos, então, com a nossa sensibilidade amortecida para a vida: não sentimos o sabor dos alimentos; não sentimos a alegria de estar vivos; não encontramos sentido na vida; não conseguimos amar o sexo oposto, nem desfrutar um dia a sós conosco mesmos.

Parece, portanto, que a vida quer que aprendamos a aceitar ambas as sensações, sabendo lidar com elas sabiamente.

E como a nossa felicidade interior está bloqueada, passamos a buscá-la fora de nós, através de um automóvel novo, de um apartamento novo, status, sucesso, respeito alheio, dinheiro ou um grande amor. Todavia a felicidade interior não precisa ser conquistada, mas apenas descoberta.

Portanto, a felicidade interior do tempo que éramos crianças ainda está em nós; apenas está bloqueada por mecanismos de defesa que o Shiatsu através do toque é capaz de afrouxar e finalmente dissolver. Afinal de contas, a felicidade é o estado de espírito natural do ser humano em equilíbrio com as suas energias e com o Universo.
A respiração é um ato automático do qual pouco se dá conta no dia a dia1. Pacientes com problemas respiratórios como asma e rinite alérgica, no entanto, respiram de maneira incorreta.

Respirar corretamente significa relaxar a musculatura superior do tórax e contrair o diafragma. Os pacientes asmáticos têm a cadeia inspiratória encurtada e utilizam a parte superior do tórax para respirar, o que faz com que o diafragma acabe por não exercer sua função corretamente. Isso desequilibra a musculatura e desalinha as linhas torácicas, trazendo consequências como escoliose (desvio lateral da coluna), postura cifótica (corcunda), hiperlordose (aumento de curvatura da região lombar) e ombros caídos. Muitas das alterações ocorridas no corpo influenciam diretamente a respiração, causando, por exemplo, obstrução brônquica 1.

Para reeducar a respiração e ajudar no tratamento clínico da asma, a técnica de fisioterapia chamada RPG é bastante indicada. Ela vai analisar o corpo do paciente como um todo e não apenas a parte que está desalinhada, e por meio de exercícios como alongamento, vai dar força e elasticidade à musculatura, além de corrigir o desequilíbrio muscular. O paciente então poderá sentir uma redução nas crises de asma e estará se prevenindo de futuras complicações. O médico fisioterapeuta dará também ao paciente orientações para as atividades diárias.
Postura e respiração corretas são importantes para a saúde e bem-estar do ser humano1.

Acupuntura

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Saúde

A acupuntura ou acupunctura (do latim acus – agulha e punctura – colocação[1]) é um ramo da medicina tradicional chinesa e, de acordo com a nova terminologia da OMS – Organização Mundial da Saúde, um método de tratamento complementar. Foi também declarado Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade pela United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco) em 19 de novembro de 2010.
O tratamento acupunterápico consiste no diagnóstico (igualmente baseado em ensinamentos clássicos da Medicina Tradicional Chinesa) e na aplicação de agulhas em pontos definidos do corpo, chamados de “Pontos de Acupuntura” ou “Acupontos” que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas “meridianos chineses” e “canais”, para obter diferentes efeitos terapêuticos conforme o caso tratado. Também são utilizadas outras técnicas alternativa ou complementarmente, sendo as mais conhecidas a moxabustão (aplicação de calor sobre os acupontos ou meridianos), a auriculoterapia e, mais recentemente, a eletroacupuntura.
A estreita relação entre o uso das agulhas e da moxa, na acupuntura, fica evidente na tradução literal da expressão que, em chinês, designa acupuntura (Zhen Jiú), sendo Zhen agulha e Jiú fogo. O leque de opções do acupunturista, entretanto, costuma ser bem mais amplo, podendo-se estimular os acupontos e meridianos com os dedos (do in), moedas, pentes de osso ou de jade (gua sha), ventosas (ventosaterapia), massagens (tui na) e outras técnicas, como por exemplo a sangria. A acupuntura chinesa, por seu histórico milenar, acabou por desenvolver escolas específicas em países próximos da China, dando origem ao shiatsu no Japão e o coreo (espécie de acupuntura usando as mãos como microsistema) na Coréia. A auriculoterapia foi ainda mais longe, sendo uma antiga técnica chinesa que viu nascer uma escola com consideráveis diferenças, porém integralmente tradicional, em um país europeu (a França).
Com as tecnologias modernas a acupuntura vem agregando recursos, como a eletricidade (eletroacupuntura, ryodoraku e moxa elétrica), agulhas mais seguras e práticas, cristais stiper (“Stimulation and Permanency” – Estimulação Permanente), esferas banhadas a ouro, prata, de quartzo e de vidro, ventosas de material plástico ou acrílico com válvulas de pressão, ventosas de borracha, porém sempre observando os mesmos princípios da Medicina Tradicional Chinesa.
É fundamental compreender que, apesar do uso de recursos tecnológicos atuais, a acupuntura que se realiza hoje é exatamente a mesma que se realizava nos primórdios da civilização chinesa, utilizando um raciocínio absolutamente estranho à medicina ocidental e sem qualquer preocupação ou influência relativa à existência ou não de explicação científica dos fenômenos verificados. Os mapas de meridianos ultrapassaram milênios chegando quase intocados aos dias atuais; o raciocínio que se desenvolve na verificação e tratamento dos problemas práticos apresentados nos consultórios é baseado em conceitos que soam estranhos aos ocidentais, como os cinco elementos, o tao (equilíbrio entre yin e yang), o fluxo de chi (a grosso modo traduzido como energia vital) e xué (a grosso modo traduzido como sangue), zang (traduzido como órgão por inexistência de palavra adequada) e fu (literalmente oco, mas geralmente traduzido como víscera).
Acupuntura e fisioterapia corresponde à aplicação da acupuntura aos problemas de saúde que são objeto da fisioterapia enquanto técnica e teorias específicas, e não apenas uma área de atuação profissional restrita aos especialistas desse saber. O termo Fisioterapia vem das palavras gregas: “Physis”, que significa “Natureza” e “Therapeia”, que quer dizer “Tratamento”, pode ser definida em sentido amplo, a ciência que estuda o movimento humano e que utiliza recursos físicos no tratamento e cura. Diversas técnicas da medicina tradicional chinesa, onde se destaca a acupuntura, tem sido utilizadas por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Inclusive é uma prática reconhecida como especialização dessa profissão pelo COFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapias Ocupacionais) através da Resolução COFFITO N° 60, de 29 de outubro de 1985. Observe porém que nem só a acupuntura e seus princípios teóricos são utilizados por esses profissionais.
Fisioterapia num sentido literal etimológico como terapia com meios físicos. Em Portugal e no Brasil antigo dos séculos XII ao XVIII os médicos eram chamados Físicos ou licenciados quando possuíam diploma ou licença estudando nas escolas médicas (Coimbra e Salamanca na Península Ibérica) distinguindo-se dos Doutores defendiam teses (Conclusões Magnas) e dos Cirurgiões-barbeiros. em inglês ainda persiste o termo “physician”.
No Brasil o Conselho Federal de Educação fixou as diretrizes dos cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, incluindo dentre as competências do fisioterapeuta a restauração da integridade de órgãos sistema funções desde a elaboração do diagnóstico cinético e funcional, eleição ee execução dos procedimentos fisioterapêuticos pertinentes cada situação, bem como realizar consultas, avaliações e reavaliações do paciente.
Fisioterapia & acupuntura

Vale a ressalva de que a acupuntura no Brasil iniciou-se formalmente por iniciativa de um fisioterapeuta Friedrich Johann Spaeth natural Luxemburgo que após a sua formação nessa arte na Alemanha, em 1958 cria a Sociedade Brasileira de Acupuntura e Medicina Oriental e um curso de formação. Contudo enquanto especialidade profissional só veio a ser regulamentada pelo COFITO em 1988 como vimos. De acordo com esse Conselho Profissional o fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional poderão aplicar, complementarmente, os princípios, métodos e técnicas da acupuntura desde que apresente, ao respectivo CREFITO, título, ou certificado de conclusão de curso específico patrocinado por entidade de acupuntura de reconhecida idoneidade científica, ou por universidade.
A aplicação da acupuntura e outras técnicas da medicina tradicional chinesa por profissional de fisioterapia poderia se limitar ao seu objeto de trabalho: a terapia e reabilitação dos parcialmente inválidos ou portadores de uma “diferença incômoda” (defeitos musculo esqueléticos congênitos) como definido no início da delimitação de sua atuação profissional. Contudo sabe-se que posteriormente, segundo Rebelatto e Botomé, 1987, esse objeto de atuação foi substituído por restaurar, desenvolver e conservar a “capacidade física” do paciente (no Brasil o D.L. 938/69) limitando-se sua atuação profissional aos meios físicos que emprega para tal.
É notável a semelhança do objeto dessa profissão “capacidade física’ com os objetivos da acupuntura, notável também a utilização de meios físicos como estímulo, calor, massagem, os sistemas de exercícios físicos referidos e mais recentemente: frio, eletricidade, raio laser embora a perfuração com agulhas seja uma particularidade oriental e dos grupos indígenas que praticam escarificações. A relação que tanto a fisioterapia como a medicina tradicional chinesa desenvolveram sobre o efeito da temperatura, o frio e o calor na reabilitação e tratamento de doenças ainda está para ser desenvolvido, especialmente na prática da hidroterapia.
Observe-se também que na perspectiva da medicina tradicional chinesa a acupuntura está relacionada a utilização de fitoterápicos e prescrições dietéticas não previstas para atividade profissional dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

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