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Como distingiur as cobras venenosas das não venenosas ?

Escrito por Jason Dias Silva on . Postado em Curiosidades

Pelo formato da cabeça: a das venenosas é triangular. Isso, pelo menos, é o que se costuma dizer por aí – mas trata-se de uma generalização perigosa. A diferenciação entre elas está longe de ser tão simples assim. Outros detalhes anatômicos – como a cauda, as escamas e a pupila – também ajudam na distinção, mas existem tantas exceções à regra que eles, por si só, são insuficientes. O método mais seguro é observar a presença de um pequeno orifício entre os olhos e as narinas: a chamada fosseta loreal. “Todas as serpentes venenosas, com exceção da cobra coral, são dotadas desse orifício, que não aparece nas não-venenosas”, afirma o biólogo Otávio Marques, do Instituto Butantan, em São Paulo. O tal buraquinho é, na verdade, um órgão termorreceptor – ou seja, um detector de calor – de altíssima sensibilidade, capaz de perceber variações de temperatura da ordem de 0,003 grau centígrado. Além desse traço revelador, há também significativas diferenças de comportamento entre os dois tipos de ofídios.

A principal delas é que os venenosos têm hábitos noturnos – embora também possam ser avistadas de dia. Outra coisa: serpentes inofensivas fogem quando ameaçadas. As peçonhentas não: elas se enrodilham e armam o bote. Mas também há exceções em ambos os casos. Existem cerca de 2 500 espécies de cobras, das quais cerca de 260 são encontradas no Brasil. Dessas, menos de 30% são peçonhentas e as mais perigosas pertencem ao grupo dos crotalíneos, agrupadas em três gêneros: Bothops, também conhecidas como jararacas; Crotalus, popularmente chamadas de cascavéis; e Lachesis, as surucucus. Juntas, respondem por 99% dos ataques a seres humanos.Coral Verdadeira

Cobra Coral (Micrurus Frontalis )

Bothrops  (Jararaca)

 

Cascavel

 

Cobras  

Cobras não Peçonhentas

Não representam Não oferecem risco de morte. Apesar de não terem veneno, acidentes com este tipo de cobra podem causar sintomas incômodos, como dor, dormência, vermelhidão, inchaço, febre, sensação de queimação e até mesmo a transmissão de tttétano, infecções secundárias e outras doenças. É aconselhável procurar atendimento médico. 

Cobras venenosa e não venenosa

Caninana (Spilotes pullatus)

Serpente não-peçonhenta com hábitos semi-arborícolas (muitas vezes pode ser encontrada em árvores). Diurna, habita matas e cerrados. Atinge até 2,5 metros de comprimento. Pode se tornar agressiva. Quando isso acontece, infla a região atrás da cabeça e dá botes para sua defesa. É ovípara e alimenta-se de aves e roedores

Caninana

Cobra cipó (Chironius sp)

Serpente não-peçonhenta de hábitos semi-arborícolas. Seu nome vulgar vem de sua coloração, pois se camufla nas árvores, confundindo-se com o ambiente. Ovípara, habita matas e capoeiras. Alimenta-se preferencialmente de anfíbios, possuindo hábitos diurnos. Pode alcançar pouco mais de um metro de comprimento.

Cobra cipó

Cobra d´água (Liophis miliaris)

Serpente não-peçonhenta de hábitos aquáticos, que habita rios e lagos. Alimenta-se principalmente de peixes e anfíbios. É ovípara e possui hábito tanto diurno quanto noturno. Pequena, normalmente não ultrapassa um metro de comprimento.

 

Cobra dagua

Cobra papagaio (Corallus caninus)

Serpente arborícola não-peçonhenta, habitante da Floresta Amazônica. Assim como a jiboia e sucuri, mata suas presas por constrição. Pode alcançar dois metros de comprimento. Alimenta-se de roedores e morcegos. Possui hábitos noturnos e é vivípara.Cobra papagaio

Falsa coral (Oxyrhopus sp)

Serpente não-peçonhenta, de hábitos noturnos, que imita o colorido das corais verdadeiras. Habita áreas abertas, cerrados e campos. É ovípara e pequena, raramente atinge um metro de comprimento.

Cobra Coral

Jiboia (Boa constrictor)

Serpente não-peçonhenta que mata por constrição, envolvendo o corpo das presas e as esmagando. Pode alcançar até 4 metros de comprimento. Possui hábitos semi-arborícolas (muitas vezes é encontrada em árvores). Alimenta-se de roedores, lagartos e aves. É vivípara e de hábitos noturnos.

Cobra Jiboia

Sucuri (Eunectes murinus)

 

Serpente não-peçonhenta de hábitos semi-aquáticos (muito encontrada em rios e lagos). É a maior serpente brasileira, podendo alcançar até 10 metros. Alimenta-se de mamíferos, aves e jacarés. Possui hábitos diurnos e é vivípara.

Cobra Sucuri

Cobra Verde (Philodryas olfersii)

Serpente que, apesar de pertencer à familia de não-peçonhentas, pode causar acidentes sérios. A Cobra Verde é opistóglifa, ou seja, possui um dente inoculador de veneno situado no fundo da boca, na porção posterior do maxilar superior. Ela possui uma saliva tóxica, por isso deve-se tomar cuidado com possíveis acidentes. É um animal arborícola que se camufla nas copas de árvores, em função de seu colorido esverdeado. Pode alcançar até 1,40m e costuma se alimentar de pequenos mamíferos, aves, lagartos e anfíbios.
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Jason Dias Silva

Vegetariano desde dezembro de 1986 e partidário da filosofia de ahimsa, (não violência), com uma trajetória de vida monástica disciplinar durante 12 anos entre os anos de 1988 a 2000.

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