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Salvador – Paulo Afonso

Desafio Ciclístico 

Salvador/Paulo Afonso

Jason Dias Silva e Alberto Pinna

Começamos nossa viajem dia 19/04/2011 debaixo de uma chuva torrencial ás 05h15min, devido ao feriado prolongado, toda a extensão da BR-324 estava com transito muito lento o que nos beneficiou e muito pelo fato de podermos transitar em plena BR, por entre os veículos até o encontro com a BR-110 no município de São Sebastião do Passé distante 65 km de Salvador, seguimos por ai passando por Pojuca, Catu e Alagoinhas onde almoçamos por volta das 13h30min à próxima cidade de certo porte na nossa rota era Inhambupe, distante 175 km de Salvador. Fizemos um lanche e decidimos seguir viajem até chegar a Olindina, aonde chegamos ás 20h30min, havíamos percorrido 228 km em 10h30min de pedal debaixo de muita chuva.

Dormimos em Olindina e no dia seguinte 20/04/2011 seguimos em direção ao nosso objetivo (Paulo Afonso). Passamos por Nova Soure, Caldas de Cipó e chegamos em Ribeira do Pombal onde almoçamos por volta das 15hs e pegamos de novo a estrada passando por Cicero Dantas, Antas até chegarmos em Jeremoabo ás 19:00hs,haviamos percorrido 194km e então comentei com Alberto o desejo de chegarmos naquele mesmo dia á Paulo Afonso, já que só restavam 68km.Ele achou mais sensato e prudente seguirmos viajem no dia seguinte, já que não conhecíamos a estrada nem a condição da mesma, tendo em conta que meses antes numa viajem noturna rumo á Itacaré o mesmo Alberto se acidentou e levou 5 pontos no queixo.

 

Então dormimos em Jeremoabo, acordamos bem cedo para seguirmos viajem para os 68 km restantes. Saindo de Jeremoabo chovia quase que constantemente e às vezes dava uma tregua, subimos uma longa serra em direção á Santa Brígida que por sua vez estava sendo feito o recapeamento da BR-110 naquele trecho e não havia acostamento além de muita lama.

Pedalávamos tranquilamente num ritmo forte pela altitude, quando começou a chover forte e então começamos uma descida de 8 km, como sempre procuro ficar atento, olhei para trás e vinham logo atrás de nós três BI-TRENS, (para quem não conhece são carretas acopladas com extensão que geralmente passa dos 25 metros de comprimento), me encontrei numa situação meio aterradora, com aquela chuva forte, uma descida muito pronunciada e aquelas três carretas bem atrás de nós, voltei a olhar para trás e foi então que o motorista que conduzia o comboio transformou as luzes num sinal de que podíamos seguir em segurança, descemos toda a serra e quando voltei a olhar para trás o motorista do comboio voltou a usar as luzes de forma muito profissional e discreta indicando que podíamos seguir tranquilos e me deu a entender que as luzes indicavam que somente nos ultrapassaríamos quando estivéssemos em segurança… E assim foi, após perceberem que agora estávamos em segurança e que eles podiam ter uma visão ampla da rodovia sem nos por em perigo ou aflição, o motorista do comboio deu um pequeno toque na buzina nos cumprimentando e seguiram em frente.

Essa foi sem duvida para mim a maior experiência que tive em todos esses anos de estrada, nunca havia vivido tanta gentileza e gesto sublime de proteção. Por essa e muitas outras é que sempre digo que os carreteiros são gentleman na estrada com ciclistas e principalmente com os devidamente uniformizados e caracterizados.

Já nos faltavam poucos quilômetros e então chegamos á Santa Brígida por volta 10hs e seguimos rumo á Paulo Afonso aonde chegamos ás 11h30min e assim concluímos nossa aventura de 490 km com o tempo de 21,5 de pedal e com sorte por estar chovendo, visto que aquela região é muito árida e seca,

Recomendo esse trajeto para os mais ousados ou aventureiros, mas é primordial planejar muito bem a questão da hidratação, tendo em conta que a distancia entre as cidades é relativamente grande.

 

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